Morro de ataque e já não sou eu. O demónio imputa-se da autoridade e não me presenteia com a possibilidade de guarda. Assassina-me o compasso da estabilidade e deixo de ouvir os segundos do ponteiro vermelho. Os meus membros estagnam e as mãos apertam-se, coladas à cara. Reparo na palidez do negrume, o quanto brilha e me ilumina. As luzes soltam-me para um vazio em que voo sem restrições, numa limitação espacial do que é ser humano.

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