Deitei-me no escuro, numa cama que já foi mais minha do que agora é, e deixei que os cobertores pesados me aquecessem. As pernas estavam encolhidas e os dedos dos pés contorcidos pelo frio. Do canto do olho, solta-se uma lágrima que escorre pelo centro do nariz e percorre toda a pálpebra esquerda, para depois me beijar o resto da cara sem nunca se render à almofada. Frio e sono. Adormeço.

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